A biologia, morfologia craniana e as glândulas de veneno das pererecas-de-capacete: uma integração bem-sucedida


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Doctoral thesis
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Portuguese
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Abstract
With the great biodiversity existing on our planet, different organisms have developed defensive strategies based on the use of toxins. Among tetrapods, the Amphibia class are highlighted in this sense, since all its representatives have poison glands in their skin. A very interesting group from the toxinological point of view are the frogs, especially the casque-headed tree frogs. They form a group belonging to the Lophiohylini tribe, in which many species have a skull with high bone coverage, bone projections in the form of spines, dermal coossification and phragmotic behavior, using the head to seal the entrance of their shelters. Aspects of the natural history of representative species of Lophiohylini (Nyctimantis spp, Trachycephalus spp, Corythomantis greeningi and Itapotihyla langsdorffii) were elucidated through fieldwork. These data were associated with cranial anatomical and histological analyzes of the head of each species. The present work verified a correlation between the increase of the cranial bone coverage and its spinous projections related to venom glands with the execution of the phragmosis. It was also evidenced in the skin secretions of these species, significant differences in chemical composition, with the presence of molecules with enzymatic activities widely found in animal venoms, such as hyaluronidases. Furthermore, except for N. galeata and I. langsdorffii, the other species showed evident cytotoxic potential. Through the information gathered, it was possible to list different species of casque-headed tree frogs endowed with a “Toxin Inoculating System” (SIT), defined by the presence of spines related to cutaneous glands containing toxic secretions, which can, therefore, be considered venomous (instead of poisonous) species.
Abstract in Portuguese
Com a grande biodiversidade existente em nosso planeta, diferentes organismos desenvolveram estratégias defensivas baseadas na utilização toxinas. Entre os tetrápodes, a classe Amphibia merece destaque nesse sentido, visto que todos seus representantes possuem glândulas de veneno em sua pele. Um grupo bastante interessante do ponto de vista toxinológico, são os anuros, em especial as “pererecas-de-capacete”. São espécies pertencentes a tribo Lophiohylini, na qual muitas possuem o crânio com alta abrangência óssea, projeções ósseas em formato de espinhos, co ossificação dérmica e comportamento fragmótico, utilizando a cabeça para tapar a entrada dos abrigos que ocupam. Através de trabalhos de campo foram elucidados aspectos da história natural de espécies representativas de Lophiohylini (Nyctimantis spp, Trachycephalus spp, Corythomantis greeningi e Itapotihyla langsdorffii). Esses dados foram associados a análises cranianas anatômicas e histológicas da cabeça de cada espécie. O presente trabalho verificou uma correlação entre o aumento da abrangência óssea craniana e suas projeções espinhosas, essas relacionadas a glândulas de veneno com a execução da fragmose. Foi também evidenciado nas secreções cutâneas dessas espécies, diferenças significativas de composição química e a presença de moléculas com atividades enzimáticas amplamente encontradas em peçonhas animais, como hialuronidases. Além disso, com exceção de N. galeata e I. langsdorffii, as demais espécies apresentaram evidente potencial citotóxico. Assim, por meio das informações levantadas, foi possível elencar diferentes espécies de pererecas-de-capacete dotadas de um “Sistema Inoculador de Toxinas” (SIT), definido pela presença de espinhos relacionados a glândulas cutâneas contendo secreções tóxicas, e que podem, por isso, ser consideradas como espécies peçonhentas ao invés de venenosas.
Reference
ALEXANDRE, César. A biologia, morfologia craniana e as glândulas de veneno das pererecas-de-capacete: uma integração bem-sucedida. 2022. 139 p. Tese (Doutorado em Ciências - Toxinologia) – Instituto Butantan, São Paulo, 2022.
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https://repositorio.butantan.gov.br/handle/butantan/4743
Issue Date
2022


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