Snake venom Metalloproteases na família Viperidae: revisão narrativa com ênfase no Gênero Bothrops


Publication type
Academic monograph
Language
Portuguese
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Abstract
With distribution across almost the entire globe, the Viperidae family can be described as one of the most sophisticated groups of venomous animals when it comes to the inoculation of their toxins, due to the presence of highly efficient hollow fangs in both predation or defense scenarios. Unfortunately, due to agricultural expansion and the destruction of their natural habitats, encounters between vipers and humans, especially in rural contexts, are a severe reality in many communities, currently being classified by the World Health Organization as a Neglected Tropical Disease. Enhancing the problem, the toxins composing the venoms of vipers are notoriously known for their debilitating activity, sometimes leading to permanent damage to limbs or even amputations, causing substantial losses not only to the incapacitated victim but also to the economically dependent family unit. This potential of the venom is the result of the synergy of a myriad of toxins that, together, generate the clinical manifestation of envenoming. Within vipers, the presence of proteolytic enzymes is abundant, strongly associated with critical pathological manifestations such as necrosis and hemorrhage. Crucial among these proteases, Snake Venom Metalloproteases (SVMPs), zinc-associated metalloproteases, represent a robust portion of the venom of many vipers and are widely recognized for causing hemorrhage due to their action on the basement membrane of blood vessels, as well as their ability to generate coagulopathies. These toxins are important not only for their specific actions but also in amplifying the damage caused by other toxin families present in the venom, reinforcing the need to elucidate their mechanisms not only for the improvement of therapeutic techniques but also for their intrinsic value in the natural history of these animals.
Abstract in Portuguese
Com distribuição por quase todo o globo, a família Viperidae pode ser descrita como um dos grupos de animais peçonhentos com a mais sofisticada especialização quando se trata da inoculação de suas toxinas, graças à presença de presas ocas altamente eficientes em situações de predação ou defesa. Infelizmente, devido à expansão agrícola e à destruição dos habitats naturais destes animais, o encontro de víboras com humanos, principalmente em contextos rurais, é uma realidade severa em muitas comunidades, sendo atualmente considerado pela Organização Mundial da Saúde como uma Doença Tropical Negligenciada. Potencializando o problema, as toxinas que compõem as peçonhas de viperídeos são notoriamente conhecidas por sua propriedade debilitante, por vezes acarretando em danos permanentes a membros ou mesmo amputações, causando perdas substanciais não somente à vítima incapacitada para o trabalho, mas ao núcleo familiar economicamente dependente. Tal potencial presente na peçonha pode ser entendido graças à sinergia de uma miríade de toxinas que, em conjunto, geram o quadro clínico do envenenamento. Dentro dos viperídeos, é abundante a presença de enzimas proteolíticas, fortemente associadas a manifestações patológicas críticas como necrose e hemorragia. Crucial entre as proteases, as Snake Venom Metalloproteases (SVMP), metaloproteases associadas a uma molécula de zinco, representam uma porção robusta da peçonha de muitas víboras e são amplamente reconhecidas por causarem hemorragia devido à sua ação na membrana basal de vasos sanguíneos, bem como à capacidade em gerar coagulopatias. Tais toxinas são importantes não somente por sua ação especializada, mas também em amplificar os danos causados por outras famílias de toxinas presentes na peçonha, reforçando a necessidade da elucidação de seus mecanismos não somente para a melhoria de técnicas terapêuticas, mas também por seu valor intrínseco na história natural destes animais.
Reference
PAULESINI, Enzo. Snake Venom Metalloproteases na Família Viperidae: revisão narrativa com ênfase no Gênero Bothrops. 2024. 28 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Toxinas de Interesse em Saúde) – Escola Superior do Instituto Butantan, São Paulo, 2024.
Link to cite this reference
https://repositorio.butantan.gov.br/handle/butantan/5354
Issue Date
2024


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