Serino protease Pet (Plasmid-encoded toxin) de Escherichia coli inativa proteínas do sistema complemento

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Serine protease Pet (Plasmid-encoded toxin) from Escherichia coli inactive complement system proteins

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A Escherichia coli Enteroagregativa (EAEC) é uma bactéria Gram-negativa facultativa relacionada a casos de diarreia aguda e persistente em crianças e adultos. Este patótipo é caracterizado pelo padrão de aderência agregativa às células epiteliais e é considerado um patógeno emergente. Um dos seus fatores de virulência é a Plasmid-encoded toxin (Pet), uma proteína autotransportadora do grupo das SPATEs (Serino Proteases Autotransportadoras de Enterobacteriaceae), que desempenha um papel importante na patogenicidade da EAEC. O gene pet é albergado pelo pAA2 e, apesar de ser um fator de virulência típico da EAEC, Pet também está presente em outros patótipos de Escherichia coli. O sistema complemento é um importante mecanismo da imunidade inata. Este sistema funciona em cascata e pode ser ativado após a invasão de patógenos. Foi demonstrado na literatura que proteases produzidas por bactérias patogênicas apresentam atividade proteolítica contra componentes do sistema complemento, promovendo evasão do sistema imunológico. Considerando esses fatores, investigamos se Pet apresenta ação proteolítica sobre os componentes do sistema complemento C3, C3b, C4, C4b e C5. O sobrenadante do clone mínimo HB101 (pCEFN) foi utilizado nos ensaios proteolíticos. Os sobrenadantes foram incubados com os componentes do complemento por 5 e 24 horas a 37oC. Produtos de degradação foram analisados por Western Blot utilizando anticorpos primários específicos produzidos. Além disso, ensaios proteolíticos utilizando um inibidor de serino proteases, ensaios proteolíticos com os fatores I e H e ensaios de resistência ao soro humano pré-tratado com Pet foram realizados. De acordo com os resultados obtidos, verificamos que Pet degradou todos os componentes do sistema complemento testados, podendo interromper as três vias de ativação da cascata, Pet por si só é capaz de degradar os componentes do sistema complemento e a Escherichia coli HB101 sobreviveu ao soro humano pré-tratado com a Pet. A toxina Pet pode ser, portanto, um importante fator de virulência relacionado à resistência ao soro, que pode contribuir para que as Escherichia coli causem infecções extraintestinais e sepse.
Reference
CORRÊA, Gabriel de Barros. Serino protease Pet (Plasmid-encoded toxin) de Escherichia coli inativa proteínas do sistema complemento. 2020. 49 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Biotecnologia para a Saúde – Vacinas e Biofármacos) – Centro de Formação de Recursos Humanos para o SUS/SP; Instituto Butantan, São Paulo, 2020.
Link to cite this reference
https://repositorio.butantan.gov.br/handle/butantan/3758
Issue Date
2020

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