Pesquisa de polimorfismos de genes da via de ativação do AhR em camundongos suscetíveis e resistentes à artrite experimental


Abstract in Portuguese
INTRODUÇÃO: A Artrite Reumatoide (RA), doença inflamatória crônica autoimune cujos eventos autoimunes primordiais não são totalmente conhecidos, envolve em sua suscetibilidade tanto um elemento genético quanto fatores ambientais. Um deles, a microbiota intestinal, pode modular significativamente o sistema imunológico através de produtos do metabolismo microbiano, muitos dos quais são ligantes do receptor de aril-hidrocarbonetos (AhR). O AhR é ativado por diversos ligantes, exógenos ou endógenos, os quais ativam programas transcricionais específicos, sendo uma ponte entre estímulos ambientais e fisiologia, e situando-se na multifatoriedade da Artrite Reumatoide. A ativação do AhR ocorre mediante interação com o translocador nuclear do AhR (ARNT), e pode ser reprimida através da competição com seu repressor (AhRR). Os genes Arnt e Ahrr estão contidos no intervalo de confiança de dois loci de suscetibilidade à artrite mapeados em camundongos selecionados fenotipicamente para alta (HIII) ou baixa (LIII) produção de anticorpos. Estas linhagens, quando submetidas ao modelo de artrite induzida por pristane (PIA), demonstram suscetibilidade extremamente divergente, possivelmente decorrente de suas genéticas distintas: completamente resistentes e suscetíveis, respectivamente. Elas também albergam microbiotas intestinais distintas, que podem ser parcialmente transferidas entre as linhagens, modulando os fenótipos de suscetibilidade à artrite. O envolvimento dos genes da via do AhR na progressão da artrite reumatoide ainda é pouco explorado, porém é pertinente investigar se os animais HIII e LIII apresentam alelos distintos destes genes, o que poderia sugerir um papel no desenvolvimento da doença, a ser avaliado em estudos posteriores. OBJETIVO: Investigar presença e distribuição de possíveis polimorfismos dos genes Arnt e Ahrr em camundongos HIII e LIII, e suas eventuais relevâncias na suscetibilidade à PIA. METODOLOGIA: RNA de camundongos das linhagens HIII e LIII foi convertido para cDNA por transcrição reversa. O material obtido foi amplificado por PCR com primers específicos para fragmentos dos genes alvo, e então submetido a eletroforese, com posterior purificação do DNA do gel ou do produto de PCR. Os produtos purificados foram então sequenciados. RESULTADOS: Para o Arnt, três de cinco fragmentos foram amplificados. Já para o Ahrr, apenas um de três fragmentos foi amplificado. As reações de sequenciamento realizadas indicaram uma divergência de uma base entre os animais HIII e LIII em um fragmento do Arnt, no entanto em uma sequência de baixa qualidade. DISCUSSÃO: Limitações intrínsecas aos genes, como baixa taxa de expressão e extensas UTRs 3’ de seus mRNAs, além de problemas técnicos que comprometeram o sequenciamento das extremidades dos fragmentos sequenciados, não permitiram concluir que a divergência encontrada seja um polimorfismo, e não um artefato de sequenciamento. CONCLUSÃO: A maior fragmentação da sequência a ser amplificada, ou ainda a clonagem de fragmentos do gene em plasmídeos para posterior sequenciamento poderiam superar os obstáculos encontrados no decorrer deste estudo, e indicam os próximos passos a serem seguidos na investigação do papel que a via do AhR exerce na suscetibilidade à PIA.
Link to cite this reference
https://repositorio.butantan.gov.br/handle/butantan/4175
Issue Date
2022


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