Estudo da ação modulatória da crotoxina em animais selecionados fenotipicamente para resposta inflamatória aguda submetidos à carcinogênese cutânea por 7,12 dimetilbenzantraceno


Publication type
Master thesis
Language
Portuguese
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Abstract
The skin's immune system is made up of innate and adaptive immunity cells that act in defense against external agents, however, they can be affected when exposed to carcinogens such as polycyclic aromatic hydrocarbons (PAH), and suffer from their cytotoxic effects. An example of a PAH is 7,12 dimethylbenzanthracene (DMBA), which has toxic effects when interacting with the skin. Our analysis focused on the impacts of DMBA, alone or associated with TPA, on the skin of mice phenotypically selected for maximum (AIRmax) or minimum (AIRmin) acute inflammatory response, in the face of the appearance of papillomatous lesions. Above all, we studied the influence of Crotoxin (CTX) or crude crotalic venom on the evolution of these lesions. In a first experiment, animals from both lines received the following treatments: acetone (control), DMBA 5x and CTX, evaluated for 80 days. In a subsequent protocol, we associated DMBA and TPA, with the following groups: acetone (control), DMBA/TPA, DMBA/TPA/CTX EPI 2x and DMBA/TPA/Poison evaluated for 7, 20, 80 and 120 days. A final two-stage protocol was carried out with CTX EPI applications 1x per week and subcutaneous administration equally at a time, and the animals were evaluated for periods of 20, 40 and 80 days. Our findings revealed that in the first protocol, AIRmin were more sensitive to DMBA, especially when considering the multiplicity and incidence of injuries. In the second protocol (DMBA/TPA), AIRmax exhibited a high incidence of lesions that resembled carcinomas, especially in the groups that were exposed to CTX or poison. In the last approach, also with the two- stage protocol, we identified that the application of CTX EPI 1x per week inhibited the progression of lesions in both lineages, something that was not evidenced with the subcutaneous administration of CTX. However, histopathological data suggest that the subcutaneous route of CTX administration is important in inhibiting malignant evolution. Additionally, by evaluating cell populations, we distinguished two subpopulations of Tγδ lymphocytes that may play an important role in tumor progression. This highlights the importance of CTX as an immunomodulatory agent in studies on sensitivity to HPA-type carcinogens.
Abstract in Portuguese
O sistema imunológico da pele é formado por células da imunidade inata e adaptativa que atuam na defesa contra agentes externos, porém, podem ser afetadas quando expostas a carcinógenos como os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA), e sofrer com seus efeitos citotóxicos. Um exemplo de HPA é o 7,12 dimetilbenzantraceno (DMBA), que tem efeitos tóxicos ao interagir com a pele. Nossa análise tomou como foco os impactos do DMBA, isolado ou associado ao TPA, na pele de camundongos fenotipicamente selecionados para resposta inflamatória aguda máxima (AIRmax) ou mínima (AIRmin), frente ao surgimento de lesões papilomatosas. Sobretudo, estudamos a influência da Crotoxina (CTX) ou do veneno crotálico bruto na evolução dessas lesões. Em um primeiro experimento, animais de ambas as linhagens receberam os seguintes tratamentos: acetona (controle), DMBA 5x e CTX, avaliados por 80 dias. Em um protocolo subsequente, associamos DMBA e TPA, com os seguintes grupos: acetona (controle), DMBA/TPA, DMBA/TPA/CTX EPI 2x e DMBA/TPA/Veneno avaliados por 7, 20, 80 e 120 dias. Um último protocolo de dois estágios foi realizado com aplicações de CTX EPI 1x por semana e administração por via subcutânea igualmente por vez, e os animais foram avaliados por períodos de 20, 40 e 80 dias. Nossas descobertas revelaram que no primeiro protocolo, os AIRmin foram mais sensíveis ao DMBA, especialmente ao considerar a multiplicidade e incidência de lesões. Já no segundo protocolo (DMBA/TPA), os AIRmax exibiram alta incidência de lesões que se assemelhavam a carcinomas, principalmente nos grupos que foram expostos a CTX ou veneno. Na última abordagem, também com o protocolo de dois estágios, identificamos que a aplicação de CTX EPI 1x por semana, inibiu a progressão das lesões nas duas linhagens, algo que não foi evidenciado com a administração subcutânea de CTX. No entanto, dados histopatológicos sugerem que a via subcutânea para administração de CTX é importante na inibição da evolução maligna. Adicionalmente, ao avaliar as populações celulares, distinguimos duas subpopulações de linfócitos Tγδ que podem desempenhar uma função importante na progressão tumoral. Isso destaca a importância da CTX como agente imunomodulador em estudos sobre a sensibilidade a carcinógenos do tipo HPA.
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https://repositorio.butantan.gov.br/handle/butantan/5203
Issue Date
2023


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