Modelos animais para estudo de Esclerose Múltipla

Translated title
Animal models for the study of Multiple Sclerosis

Publication type
Academic monograph
Language
Portuguese
Access rights
Open Access
metadata.dc.description.abstractpt
A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica e desmielinizante do sistema nervoso central (SNC), que atinge principalmente adultos jovens. De etiologia idiopática, acredita-se que mecanismos autoimunes, predisposição genética, histórico de infecção viral, tabagismo, hipovitaminose D, exposição reduzida a raios ultravioleta e localização geográfica são fatores associados ao desenvolvimento da doença. A principal característica da EM é a formação de lesões desmielinizadas que cria um ambiente que impede o acesso, sobrevivência e diferenciação das células precursoras de oligodendrócito (OPCs). Com o decorrer do tempo há uma falha na remielinização, especialmente em lesões crônicas. As manifestações clínicas da doença são atribuídas ao aparecimento dessas lesões durante os períodos de surto, principalmente na fase inicial da doença. Os sintomas mais comuns são: comprometimento da visão devido à inflamação do nervo óptico (neurite óptica), incapacidades relacionadas ao movimento, prejuízos cognitivos e de memória, déficit sensitivos, enfim uma série de manifestações heterogêneas, fato que dificultava o estabelecimento rápido de um diagnóstico definitivo. A doença pode ser classificada como Remitente Recorrente (EMRR), o tipo mais comum de EM, onde ocorrem surtos súbitos que duram no mínimo 24 horas chegando a dias ou semanas e, então, melhoram. A Primária Progressiva (EMPP) é o tipo onde o paciente não apresenta surtos, mas desenvolve sintomas e sequelas progressivamente por conta da doença. E por fim a Secundária- Progressiva (EMSP) se define quando o paciente apresenta inicialmente surtos e remissões e, após algum tempo, a doença se torna progressiva e o paciente piora de forma lenta, sem que obrigatoriamente tenha novos surtos. O presente trabalho tem por objetivo retratar os diferentes modelos animais para estudo da esclerose múltipla, apontando suas metodologias, utilização e reprodutibilidade. Existem diversos modelos de estudo para EM utilizando animais, que utilizam diferentes agentes indutores da doença como, por exemplo, Toxinas, Anticorpos, Cuprizona, entre outros. Um dos modelos animais que mais se assemelha à doença em humanos, gerando diversas características semelhantes à Esclerose Múltipla é o modelo de Encefalomielite Autoimune Experimental, que além de apresentar excelente reprodutibilidade é um dos mais utilizados.
Reference
NASCIMENTO, Kawany. Modelos animais para estudo de Esclerose Múltipla. 2020. 32 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Toxinas de Interesse em Saúde) – Centro de Formação de Recursos Humanos para o SUS/SP; Instituto Butantan, São Paulo, 2020.
Link to cite this reference
https://repositorio.butantan.gov.br/handle/butantan/3717
Issue Date
2020


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